Blog do CERNE

Somos o Centro de Estudos de Risco e Segurança de Negócios.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Gripe suína, ela chegou para ficar


A epidemia da gripe suína é um fato consumado.
Para não contrair esta doença é necessário que se tenha os anticorpos para combater o vírus. Existem duas formas de se adquirir estes anticorpos: através de uma vacina ou através de uma reação natural do organismo em resposta a uma contaminação pelo vírus. A vacina não estará disponível em quantidade suficiente rapidamente. A alternativa desagradável de curto prazo é desenvolver a resistência a este vírus adquirindo o mesmo....
Existe ainda uma terceira alternativa para não ficar doente, que é não ser infectado, e esta alternativa depende da sorte.
Pânico não irá ajudar em nada. Ações inteligentes ajudarão.
O melhor que uma empresa ou uma família pode a fazer é seguir a estratégia adotada pelas autoridades da área de saúde. Em síntese esta estratégia consiste em fazer todo o possível para reduzir ao máximo a velocidade de propagação do vírus e da doença, que já é uma epidemia aqui no Brasil.
Esta estratégia irá permitir que a reação às conseqüências da epidemia possa ser eficiente. Dentre as conseqüências, a mais grave é o impacto econômico decorrente do absenteísmo elevado devido ao contágio simultâneo de vários membros de uma mesma organização. Este elevado absenteísmo implicará numa degradação da capacidade operacional da organização, o que em alguns casos poderá ser de difícil administração.
Resumindo, cada organização deve agir para reduzir a capacidade de o vírus sobreviver no seu ambiente e agir estruturando pelo menos um Plano de Contingência para responder a um elevado absenteísmo.
A realidade a ser encarada é que novos casos devem deixar de ser notícias, casos de gripe A devem deixar de ser tratados como casos excepcionais e sua ocorrência tem ser gerida como um problema grave do dia-a-dia.
Haja, gerencie a crise e tenha um desempenho melhor do que seus concorrentes !

sábado, 27 de junho de 2009

I ConCERNE - Sucesso Total

O I ConCERNE foi um sucesso!!


A comprovação desta afirmativa se deve a presença de representantes das maiores empresas brasileiras no evento realizado no dia 18 de junho, no auditório da Universidade Veiga de Almeida, entre as quais destacamos a Petrobras, Vale, ONS, Banco Central do Brasil, Tim e Motorola alem de outras merecedoras de igual destaque.


Na foto, Fernando Saldanha, membro do CERNE e sócio Diretor da PS, Kátia Passos e Lourdes Luz, Diretoras da Universidade Veiga de Almeida, Lourdes Luz, e Robert Lobel, membro do CERNE e Gerente da Global Crossing.








Também reforça nossa confiança a confirmação do suporte que nos foi apresentado pelos atuais apoiadores e do interesse em nos apoioar de outras empresas que assim demonstraram sua confiaça no CERNE.


Em agosto deveremos realizar o II ConCERNE e para isto já começamos a trabalhar.


A data, local e agenda ainda não estão fechados, mas até o começo de julho divulgaremos os detalhes.

terça-feira, 16 de junho de 2009

United Nations International Strategy for Disaster Reduction


O UNISDR - United Nations International Strategy for Disaster Reduction é o ponto focal da estrutura da ONU para a coordenação das ações para a redução dos desastres (naturais) e garantir que a minimização dos desastres seja parte integrante dos programas de desenvolvimento sustentável, proteção ambiental e ações humanitárias.
Seu principal forum de debates e discussões é a Plataforma Global.
A segunda rodada da Plataforma Global (Global Platform) está acontecendo em Geneva, Suiça, nos dias 16, 17, 18 e 19 de junho de 2009 no Centro Internacional de Conferências.
Para maiores detalhes acesse o site abaixo:
http://www.preventionweb.net/globalplatform/2009/

segunda-feira, 8 de junho de 2009

I ConCERNE


O CERNE ficará honrado com a sua presença no:

I CONCERNE – Conversas no CERNE


  • Dia: 18 de junho de 2009

  • Horário: 09:30h às 12:10h

  • Entrada franca

  • Programação:
    Apresentação do CERNE – Centro de Estudos de Risco e Segurança de Negócios.
    Palestra: Caraterísticas de um Plano de Continuidade de Negócios para uma Pandemia
    Palestra: Pontos Básicos de Comunicação em Crise e Risco
    Palestra: Método para Gestão de Riscos

  • Local: Auditório da Universidade Veiga de Almeida – Campus Barra (Atrás do Clube Marapendi)

  • Endereço: av. Felicíssimo Cardoso 500. Barra da Tijuca. RJ/RJ.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Triste Rodeio


Uma multidão de encontro com outra multidão. Em hipótese alguma isto pode ocorrer num evento com grande público pois o resultado é um desastre. E foi exatamente isto que ocorreu no rodeio de Jaguaríuna neste mês de maio, tendo como resultado quatro mortes e dezenas de feridos.
Uma multidão tem que ser permanentemente gerida. Reassumir o controle de uma multidão não é algo que se consiga com rapidez, e esta demora é o suficiente para causar vítimas.
Não se pode perder o controle de uma multidão sob a pena de termos um desastre.
A gestão do risco de pânico numa multidão tem que ser feita com um método estruturado. A falta de um método faz com que a gestão seja casuística e deficiente.
Cada organização pode ter seu método preferencial. Na falta de um pode-se adotar o método preconizado pelas normas internacionais de gestão de risco.
De uma forma resumida a gestão de risco pode ser feita tendo como ponto de partida a definição do evento indesejado. O passo seguinte é a identificação e análise de todas as possíveis causas de um pânico. Estas causas devem ser estudadas e para cada uma delas tem que haver mecanismos de redução do risco de sua ocorrência numa quantidade e qualidade tal que façam com que este risco seja reduzido a um patamar aceitável.
Por outro lado, também tem ser identificados os desdobramentos decorrentes deste evento indesejável. Cada um dos desdobramentos também devem ter o seu impacto reduzido por mecanismos de controle até um este impacto seja de um porte administrável.
A prática da gestão de risco com método é um bom caminho para de se obter resultados confiáveis e consistentes.
Riscos pequenos, ou seja eventos cujo resultado sejam de baixo impacto e baixa frequência podem ser intuitivamente administrados. Eventos complexos e que tenham como possível desdobramento impactos desastrosos tem que ser geridos profissionalmente e com método. A alternativa é acharmos que as mortes do rodeio foram obra do acaso e inevitáveis. Isto não pode ser aceito.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Gestão de Negócios e a Pandemia

O que os gestores de uma organização podem e devem fazer com relação a uma pandemia que está em andamento?
O que os acionistas, funcionários e clientes esperam dos administradores neste momento?
Estas duas perguntas singelas valem ouro nestes dias que estamos vivendo e elas precisam ser respondidas, pois estes questionamentos irão se apresentar aos administradores nos próximos dias.
A propagação da gripe influenza é inevitável. A OMS, Organização Mundial da Saúde, já emitiu parecer ratificando que as medidas preventivas são ineficazes para barrar a propagação desta pandemia. Temos que assumir que a gripe irá se propagar com uma abrangência e gravidade indeterminável.
No mundo corporativo a questão é como evitar, ou minimizar, as perdas decorrentes do impacto da pandemia. A resposta é através das boas práticas inerentes à gestão da continuidade de negócios.
Para se desenvolver um Plano de Continuidade a identificação do desastre é o ponto de partida. O conceito de “pior cenário possível” neste caso é amplo demais. Se este for o cenário, deveríamos considerar que grande parte da população será infectada e desta forma pouco teremos o que fazer. Este cenário apocalíptico não permite muitas alternativas para o gestor de uma empresa.
A utilização de cenários secundários nos parece uma alternativa pragmática mais interessante. Estes cenários são caracterizados pelas conseqüências da pandemia que podem impactar uma organização. Este tipo de desastre permite a adoção de estratégias de reação ao incidente que estão dentro do escopo de atuação dos gerentes. Dentre os desastres possíveis de se delinear, destacamos quatro desastres / conseqüências:
  • Indisponibilidade de funcionários essenciais
  • Indisponibilidade de parceiro essencial
  • Indisponibilidade de insumo básico
  • Redução significativa de demanda se serviços ou produto
Para cada um desastre factível deve ser concebido um plano de continuidade.
Cabe destacar que um plano de continuidade de negócios (PCN), especificamente desenvolvido para um desastre decorrente de uma pandemia, deverá apresentar dois tópicos merecedores de especial atenção:
  • Controle e monitoração do ambiente interno e externo e
  • Informação e conscientização de funcionários e parceiros (em alguns casos até de usuários e comunidade).
As soluções para cada PCN deverão ser identificadas a partir dos mecanismos usuais de desenvolvimento de um PCN, a começar pela análise de impacto de desastre, seguida da identificação da estratégia e seu detalhamento.
A especificação e detalhamento de cada PCN deverão ser identificados a partir dos mecanismos usuais de desenvolvimento de um PCN, a começar pela análise de impacto de desastre, passando pela identificação da estratégia e sua documentação.
É importante observar que fica a critério de cada organização identificar os possíveis desastres, avaliar o impacto deles e com base neste impacto definir a estratégia mais adequada. Se o impacto é alto ou baixo, e como ele irá ocorrer é uma avaliação que varia de organização para organização. Da mesma forma, caberá a cada organização decidir o que deverá ser investido em função do seu apetite a risco e da sua disponibilidade financeira.
Não é admissível ignorar que uma pandemia está a nossa volta e seguir o modelo avestruz que ilustra nosso artigo. Um posicionamento profissional baseado numa análise de impacto e viabilidade técnica – financeiro é o melhor caminho para a preservação do patrimônio de uma Organização.
Sucesso !

PS: Juntando o útil ao agradável, para a visualização de um cenário catastrófico, recomendamos a leitura do romance “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Armadilhas Urbanas


O Teatro Municipal do Jockey, no Rio de Janeiro, instituiu a prática de utilizar almofadas no chão e algumas cadeiras avulsas para acomodar mais espectadores. No dia 25 de abril haviam dezoito pessoas sentadas em almofadas e outras tantas sentadas em cadeiras. Estas almofadas e cadeiras ficam exatamente no acesso aos assentos convencionais. Como elas ficam na passagem são uma potencial armadilha para qualquer evacuação do teatro numa emergência. Isto não pode acontecer.
Para completar a arapuca, a sinalização indicativa das saídas de emergência fica parcialmente escondida por um pano preto e apagada. Isto não pode acontecer.
Este teatro não é o único a adotar tal prática visando ampliar sua capacidade, mas é um exemplo específico recentemente identificado. Esta é uma prática perigosa que deve ser combatida e eliminada.